Grandes advogados que fizeram história no Brasil

Grandes advogados que fizeram história no Brasil

 

Há 191 anos atrás, no dia 11 de agosto, foram criados em São Paulo e Olinda os primeiros cursos de direito no Brasil, originando nesta data a homenagem aos advogados.

Acima de tudo, o advogado como um cidadão da república, direciona com equidade a sociedade, exercendo com ética e desenvoltura a administração da justiça, sendo um forte meio para alcançá-la.

Entender a história do direito e seus principais influenciadores é inegável, uma vez que conhecer sua história se torna essencial para perceber a razão da evolução ao longo dos anos, e suas grandes mudanças.

O direito em exercícios nos dias atuais sofreu influência ou originou-se a partir de pensamentos e atuações de grandes e memoráveis juristas, e estes merecem todo o nosso respeito e admiração.

 

Listamos então 03 grandes juristas que fizeram história no Brasil

 

Rui Barbosa

 

Considerado uma das personalidades mais importantes do Brasil, Rui Barbosa foi um prestigiado político, estadista, diplomata, jornalista e renomado jurista do Direito nacional.  Lutar a favor dos direitos civis, para a reforma eleitoral e de ensino, inclusive contra a escravatura, fizeram parte de sua grande atuação no país.

Ser membro fundador da academia de letras (e posteriormente sucedendo Machado de Assis na presidência da academia) e candidato duas vezes à presidência do país, também fazem parte de sua longa carreira.

No cenário jornalístico, escreveu para grandes jornais da época, como “A imprensa”, “Jornal do Brasil”, e o “Diário de notícias”.

Como membro na Conferência de Paz de Haia, em 1907, Rui Barbosa ficou mundialmente conhecido e respeitado, se tornando uma celebridade internacional.

Grande defensor dos direitos humanos, os ideais de Rui Barbosa até os dias de hoje são exemplos para advogados.

 

“nós juristas, nós os advogados, não somos os instrumentos mercenários dos interesses das partes. Temos uma alta magistratura, tão elevada quanto aos que vestem as togas, presidindo os tribunais; somos os auxiliares naturais e legais da justiça; e, pela minha parte, sempre que diante de mim se levanta uma consulta, se formula um caso jurídico, eu o encaro sempre como se fosse um magistrado a quem se propusesse resolver o direito litigiado entre partes. Por isso, não corro da responsabilidade senão quando a minha consciência a repele”.

– Rui Barbosa

 

Luís Gama

 

Advogado, poeta, jornalista e patrono da Academia Paulista de Letras, Luís Gama, filho de africana e servindo como escravo na infância, foi um dos mais famosos abolicionistas do Brasil, se tornando personagem importante para o século XIX.

Como jornalista fundou o primeiro jornal ilustrado humorístico do país, e seus famosos pseudônimos formaram sua carreira como poeta satírico.

Conhecido por defender escravos e os pobres, independente da raça, estima-se que Luís Gama tenha libertado mais de 500 escravos, e mesmo não tendo completado o curso de direito, sua forte atuação a favor da justiça tem inspirado advogados ao longo dos anos.

 

“Eu advogo de graça, por dedicação sincera à causa dos desgraçados; não pretendo lucros, não temo violências.”

– Luís Gama

 

Pontes de Miranda

 

Advogado, professor universitário, poeta e diplomata, Pontes de Miranda contribui de forma significativa para o direito constitucional. Autor de uma considerável bibliografia jurídica, iniciou sua grande obra aos 20 anos.

Foi professor em universidade, conferencista, diplomata, advogado militante, desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e embaixador da colômbia.
Premiado duas vezes pela Academia Brasileira de Letras, onde se tornou membro.

Ponte de Miranda guiou os principais conceitos da concepção do direito na sociedade, o ponto de vista objetivo e o ponto de vista subjetivo,

 

“Já não nos satisfaz, a nós, homens contemporâneos, a justiça transcendental das teocracias, nem, tão pouco, a justiça abstrata, vaga, irreal, da filosofia racionalista, que chegou ao auge na Revolução e inundou o mundo. Porque esta é vazia como os princípios em que se funda e pode encher-se do bem e do mal, do justo e do injusto, indiferentemente.

Queremos nós, justiça concreta, social, verificável e conferível como fato, a justiça que se prove com os números das estatísticas e com as realidades da Vida. E a esta somente se chega pelo caminho das verdades científicas – penosamente, é certo, mas a passos firmes e de mãos agarradas aos arbustos da escarpa, para os esforços do avanço e a segurança da escalada.”

– Pontes de Miranda

 

Nossos mais sinceros votos de coragem e sabedoria aos nobres advogados que desempenham, com grande empatia e sensibilidade, a responsabilidade de revelar a justiça e a igualdade.

 

Equipe EasyCase

Escrito por easycase

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2 Comentários

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